Deixar os comprimidos para dormir: como se faz uma redução segura
Começou "só para uma fase" — um luto, um divórcio, uma época má no trabalho. Meses ou anos depois, o comprimido continua na mesinha de cabeceira, já não faz o efeito de antes, e a ideia de dormir sem ele mete medo. Esta história repete-se em milhares de casas portuguesas: somos dos maiores consumidores europeus de medicamentos para dormir e para a ansiedade.
Primeiro, o mais importante
Porque vale a pena reduzir
Com o uso prolongado, estes fármacos perdem eficácia (tolerância), criam dependência, e estão associados a sonolência diurna, quedas, problemas de memória e concentração — sobretudo a partir da meia-idade. E, entretanto, a insónia original continua lá, por tratar. Reduzir não é tirar a muleta e cair: é tratar a insónia primeiro, para a muleta deixar de ser precisa.
Como se faz, na prática
- Avaliação médica — que fármaco, que dose, há quanto tempo, e que outras condições existem. É o ponto de partida do plano.
- Tratar a insónia em paralelo — a TCC-I começa antes ou durante o desmame, para construir a capacidade de dormir sem química. É o fator que mais aumenta o sucesso.
- Redução gradual — tipicamente por pequenas frações da dose a cada 1-2 semanas ou mais devagar, ao ritmo do próprio, com margem para pausas. Não é uma corrida.
- Apoio à desativação — técnicas de relaxamento e hipnoterapia clínica podem ajudar nas semanas em que o corpo se reajusta.
Como a HICOA pode ajudar
A Clínica HICOA reúne num só sítio as duas peças de que este processo precisa: a psiquiatra, que avalia e conduz a redução da medicação em segurança, e os psicólogos e hipnoterapeuta, que tratam a insónia com TCC-I e apoiam a desativação. Tudo online ou em Matosinhos, de forma coordenada e ao seu ritmo.
Quer voltar a dormir sem depender de comprimidos?
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