Casal e emigração

O casal depois dos filhos: quando não há avós por perto

HICOA · Clínica de Saúde Mental — Apoio psicológico online em português, para portugueses no estrangeiro

Toda a gente avisa que os filhos mudam o casal. O que ninguém explica aos casais emigrantes é a versão sem rede: ter um bebé num país onde não há avós para segurar uma noite, tias para desenrascar uma febre à sexta-feira, nem amigas de infância para dizer "vai tomar um café que eu fico com ele".

A aritmética impossível

Em Portugal, um casal com bebé tem, tipicamente, várias mãos à volta. Na emigração, são quatro mãos para tudo: trabalho, casa, noites, doenças, burocracia — e, no meio disso, era suposto haver tempo para serem casal. Não é falha vossa: é aritmética. Quando as horas não chegam, o primeiro corte é sempre na relação, porque é a única coisa que não grita quando é adiada.

Como o cansaço se disfarça de crise

Discutir muito no primeiro ano de um filho — sobretudo sem rede — não significa que a relação acabou. Significa que estão a fazer o trabalho de seis pessoas com duas. A relação não precisa de um diagnóstico; precisa de oxigénio.

Oxigénio: por onde começar

Baixar o padrão da casa e da parentalidade perfeita — feito é melhor que impecável; construir rede local, mesmo imperfeita (outros pais portugueses, vizinhos, babysitter de confiança — pagar por uma noite de casal não é luxo, é manutenção); proteger micro-momentos (15 minutos de conversa sem logística depois de os miúdos dormirem valem mais do que um jantar mensal idealizado); e repartir o descanso com a mesma seriedade com que repartem as tarefas.

Quando procurar ajuda

Se o ressentimento já ganhou raízes, se a distância entre os dois continua depois de o sono voltar, ou se cada conversa sobre divisão de tarefas explode, a terapia de casal ajuda a sair do modo sobrevivência. Online, em português, à hora a que os miúdos já dormem — e basta um dos dois dar o primeiro passo.

A vossa relação merece uma conversa em português

A Clínica HICOA faz terapia de casal online, em português europeu, para casais portugueses em qualquer país — juntos ou à distância, com sessões em conjunto e a sós. A primeira conversa é sem compromisso.

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